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O skate como modalidade olímpica

Oficialmente definido como modalidade olímpica, o skate tem chance de medalhas para o Brasil em Tóquio 2020.

O Comitê Olímpico Internacional (COI), divulgou, ainda em 2016, que o skate foi incluído como modalidade olímpica para os jogos de Tóquio em 2020. Na mesma época, foi definida que a competição seria disputada nas categorias street e park, englobando atletas nas categorias masculino e feminino.

Há um ano da próxima Olimpíada, a World Skating, federação internacional que rege o esporte, já se movimenta para que o processo de classificação para os Jogos Olímpicos seja feito da forma mais justa e coerente possível.

Saiba como está a classificação atualmente ?

Para entender melhor a classificatória do skate visando as Olimpíadas de 2020, vamos explicar qual é o caminho total para a classificação.

Tanto no park, quanto o street, em ambas as categorias, os três melhores posicionados na temporada 2020 dos campeonatos da World Skateboarding estarão automaticamente qualificados para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Além disso, outros 16 atletas serão qualificados através do ranking olímpico da World Skate (OWSR) e, em cada evento, um atleta do país-sede com a melhor colocação no ranking será agraciado com a classificação.

O ranking olímpico da World Skateboarding será autorizado pela World Skate e listado no site oficial da entidade todas as terças-feiras após a conclusão dos eventos da semana anterior ao redor do mundo. O OWSR reconhece os campeonatos nacionais, continentais e mundiais.

Os pontos serão computados durante o período qualificatório nos seguintes níveis das competições a seguir:

– Campeonatos Mundiais;

– Eventos Pro Tour;

– Eventos 5-Estrelas;

– Campeonatos Continentais;

– Campeonatos Nacionais.

O período classificatório vai de 1 de janeiro de 2019 a 30 de junho de 2020.

No Brasil, a notícia foi recebida com muita festa, visto que essa tentativa de oficializar o esporte como uma modalidade olímpica vinha de longa data. Porém, o COB inicialmente criou uma polêmica e tanto.

Entenda o caso

Em janeiro de 2017, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) divulgou que a entidade do Brasil responsável por gerir o ciclo olímpico do skate para Tóquio seria a Confederação Brasileira de Hóquei e Patins (CBHP).

O motivo é totalmente burocrático. Um dos requisitos para uma entidade se filiar ao Comitê Olímpico Internacional (COI) é ter 90 entidades associadas a ela em 90 países diferentes, algo que a Federação Internacional de Skateboard não tem. Então, quem representa o skate no COI é a Federação Internacional de Esportes Sobre Rodas, que cumpre os requisitos.

Dessa forma, a Confederação Brasileira de Skate (CBSk), que está filiada à Federação Internacional da modalidade, não está representada no COI. Assim, a decisão do COB foi pela CBHP como responsável.

Após esse anúncio, muitos skatistas ameaçaram boicotar a participação brasileira, caso a Confederação Brasileira de Hóquei e Patins administrasse o esporte durante o ciclo olímpico ao invés da CBSk.

A grande preocupação dos skatistas profissionais, incluindo o hexacampeão mundial Pedro Barros, seria a forma de gerenciamento do esporte e o crescimento do skate durante todo o ciclo olímpico. Afinal, se existe uma federação responsável por isso, ela que deveria estar à frente dessa luta que já dura mais de 10 anos.

Reviravolta

Em dezembro de 2017, o COB oficializou a CBSk como representante do skate olímpico no Brasil. Como entendidade filiada ao COB – o que não era no início do mesmo ano – a CBSk ganhou o direito de tomar conta de todo o ciclo olímpico e organizar a preparação dos atletas para a maior competição esportiva do mundo.

No início de 2018, a confederação se reuniu para discutir os primeiros passos para a definição dos atletas que representarão o país no Japão em 2020.

Em abril de 2018 a CBSk anunciou a primeira seleção brasileira de skate, já de olho nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, quando o esporte fará sua estreia na competição.

Foram selecionados quatro homens e quatro mulheres em cada uma das duas categorias olímpicas: park e street. Esse anúncio contou com nomes importantes, como os campeões mundiais Pedro Barros, Letícia Bufoni e Kelvin Hoefler.

Essa escolha foi feita por meio de um comitê técnico. Em 2019, a seleção será formada com base no circuito brasileiro que começará a ser desenvolvido ainda esse ano. Os três primeiros do ranking estarão automaticamente convocados e um quarto nome será indicado pelo comitê técnico da CBSk.

Com a criação da seleção, a entidade pretende dar mais suporte aos atletas, com departamento médico e suporte financeiro para viagens e participações em eventos.

Início do ciclo

No último dia 13 de janeiro, o Rio de Janeiro foi palco do Mundial de skate street e os atletas brasileiros mostraram que estão prontos para a disputa que promete pegar fogo em 2020.

Leticia Bufoni e Kelvin Hoefler, ambos de 25 anos e destaques do Brasil na modalidade street, ficaram com o vice-campeonato. O também brasileiro, Felipe Gustavo, de 27 anos, subiu ao pódio com o terceiro lugar na categoria.

O Brasil começa fazendo bonito na preparação para as Olimpíadas de Tokyo em 2020. Além dos atletas que citamos anteriormente, o país conta com inúmeros atletas entre os melhores mundo como Pedro Barros, Pâmela Rosa, Yndiara Asp e Murilo Peres. Todos eles estão com a Seleção Brasileira e fazem parte do ciclo olímpico.